18
Ago

Moro em um condomínio! E agora?

Postado por em em Uncategorized
  • Tamanho da fonte: Maior Menor
  • Acessos: 1061
  • 0 Comentários
  • Imprimir
Moro em um condomínio! E agora?

Viver em sociedade requer certas adaptações para que não precisemos fazer terapia. A vida em condomínio pode ser tranquila ou nos trazer muitos problemas.

A palavra condomínio significa propriedade comum, de onde se deduz que quando adquirimos um imóvel que faz parte de um todo denominado condomínio, estamos também comprando partes comuns, que são aquelas onde cada proprietário tem uma pequena cota do todo. Fazem parte da área comum o salão de festas, a quadra de futebol, a piscina, a churrasqueira, etc. 

As áreas comuns muitas vezes são responsáveis pelo maior índice de reclamações dentro do condomínio, mas devemos somar a isso também os problemas referentes a barulho, fumo, vazamentos, vagas de garagem, etc.

Antes de mais nada, não podemos esquecer que não estamos vivendo em um local isolado, portanto estaremos compartilhando coisas com outras pessoas que também terão os seus direitos. O respeito ao próximo é algo não só cultural como necessário para que possamos viver em harmonia dentro de uma sociedade. Às vezes parece óbvio citar certas normas esperadas de comportamento dentro de um grupo que compartilham coisas comuns, mas nem sempre tais normas são cumpridas. E isto acaba por gerar os conflitos dentro do grupo. 

As normas são criadas para serem respeitadas e aquele que julga estar acima delas não pode viver em sociedade. O primeiro passo para se viver em paz dentro de um condomínio é justamente o cumprimento das regras estabelecidas na convenção, no regimento interno e nas atas. É lógico que se houver alguma imposição absurda em um destes documentos existem os mecanismos para modificá-los. Também devemos estar atentos que o nosso direito termina onde começa o do próximo.

Cuidados como o recolhimento das necessidades fisiológicas dos nossos bichos de estimação é algo fácil de se fazer, pois ninguém gosta de pisar em fezes ou urina; estacionar o veículo dentro do espaço reservado à sua vaga sem invadir o espaço alheio, imagine você atrasado para um compromisso e ter de ficar manobrando o seu carro com dificuldade porque o vizinho estacionou o seu veículo invadindo o espaço da sua vaga; manter o som da sua unidade em volume que só você possa ouvir, pois ninguém é obrigado a ter o mesmo gosto musical que o seu, e muitos outros exemplos que podem ser citados.

O síndico muitas vezes é acionado para a mediação de conflitos dentro do condomínio, não podendo se tornar pessoa ausente ou meramente figurativa. O síndico deve tomar as providências que lhes foram atribuídas quando investido no cargo, tomando o devido cuidado para não haver abuso de autoridade nem decisões equivocadas por falta de conhecimento e assessoria. Em alguns casos a solução do conflito acaba por atingir a esfera jurídica, que seria a última opção a ser utilizada. 

Muitos condomínios possuem um livro de registro de ocorrências. Este livro serve para que os moradores registrem as suas queixas em relação aos problemas do  condomínio. Por temerem ser identificados, os condôminos ou ocupantes das unidades, muitas vezes acabam por reportar o problema diretamente ao síndico. Tal fato leva ao não registro oficial da queixa e acaba por prejudicar uma ação futura. 

O grande passo para a harmonia dentro de uma sociedade é aceitar cumprir as regras e respeitar o próximo.

Comentários

  • Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar

Deixe seu comentário

Visitante
Visitante Quinta, 03 Dezembro 2020